um tempo atrás postamos aqui um chamado à campanha "queremos o graveola no recbeat e no humaitá pra peixe" via twitter foi massa, tivemos muitos RTs, good vibes on tweets, mas não funcionou, nenhum dos dois festivais chamou a gente (snif.)
mas o mundo dá voltas, e a crença no potencial positivo dos fluxos simbólicos do ciberespaço nos leva novamente a fazer um apelo geral para uma nova campanha, direcionada ao festival planeta terra
eles estão aceitando sugestões de bandas nacionais pelo twitter, então o pedido que fazemos a todos é que dêem um RT na seguinte mensagem:
Sessão de vídeos do show do dia 5 de maio no Teatro Alterosa em Bh. Duas músicas do Um e Meio (Rua A e Desencontro) e uma não gravada em disco (Canção aberta). Aproveite! Beijos graveólicos.
Nova safra de vídeos do último show: Graveola, Iconili e Fofoca Erudita no Teatro Klauss Vianna. Valeu a presença de todos, foi demais! Um agradecimento especial ao Iconili e à Fofoca, teve bom galera, vamos fazer mais!
O primeiro é "Coquetismo", com participações de Juninho (Girau) na voz e violão, e Pedro (Iconili) no coro.
No final do show as três bandas tocam "As aventuras de Dioni Lixus (Quarto 417)". Palco lotado!
A faixa-bônus é inédita do youtube, apesar de ser do primeiro disco. "Amaciar dureza" com participações de Juninho (Girau) e Bené (homem-câmera graveola), no berimbau e djembê.
A partir de hoje postaremos regularmente novas cifras no site. De grão em grão completaremos o nosso pequeno songbook! As cifras de Ensolarado, Do alto, Insensatez, Outro Modo, Dois Lados, Amaciar Dureza e Antes do Azul já estão disponíveis aqui: CIFRAS?
E a estreante do dia é Desagrados e Flores, do disco Um e Meio.
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Desagrados e Flores (José Luis Braga e Luísa Rabello)
de volta ao conforto do lar e saudosos do ar montanhoso desta querida cidade, comunicamos nossa satisfação e cansaço após uma feliz excursão ao velho mundo. é hora de desfazer as malas e curtir a canjica da vovó. muito em breve voltaremos às atividades normais, e com carinho compartilharemos mais um pouco de nossas incríveis aventuras.
deixamos a itália com o coração derramado: agradecidos e nostálgicos de maopode, claudia, claudio, dilleta, lulufer, petra e toda a trupe que nos acolheu, família bolonhesa! fizemos 3 shows, dois em bologna e um em ferrara, já desfalcados do yuri, que teve que voltar ao brasil para outros compromissos. snif...
deixo abaixo rastros musicais de uma noite na piazza maggiore, em bologna
alguns graveolas + alguns les touches louches + alguns transeuntes
acabamos de chegar a paris, para a terceira etapa do trajeto além-mar, e muito bem acolhidos pela teia transnacional de amigos.
esses dias finais de lisboa foram muito corridos por causa dos dois concertos q fizemos, tanto que nem mantivemos o ritmo atualizante do site
e os shows foram ambos muito fixe, como se diz, cheios de gente aberta e interessada nos nossos sons ficamos muito felizes com a receptividade!
agora acabamos de chegar em bologna, tocaremos hoje mais tarde
mas em nome da nostalgia precoce de lisboa e toda a malta da lazy crow, a casa que nos recebeu, segue o pseudo-fadinho in progress que apresentei ontem no tejo aos amigos, (baseado em personagens reais)
abrazz, e atè breve.
luiz gabriel
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O papa, o cão, a alfama
nas ruas melancólicas d´alfama o sol raiou ao som da voz de deus é bento que por mil alto-falantes abençoa a multidão em português os telemóveis se congestionaram e só se fala disso na tevê o horário das novelas brasileiras deu lugar à voz de deus em português
e as ruas melancólicas d´alfama ecoando a salvação e a força religiosa dos humanos a vibrar nos animais
pois é que havia um cão vagando por ali como em todos os dias de semana, por ali descrente dos humanos, criticava, silencioso, todo aquele ritual
e vago em pensamentos, mirando a multidão ciente da específica visão do seu lugar de espécie filosófica distinta dos humanos, desdenhante, pôs-se a rir
(mas em respeito ao respeitoso trato entre as espécies resolveu silenciar)
desceu as escadinhas juntou-se à multidão até ganhou pedaços de presunto dos fiéis silencioso e vago, prosseguiu, ateu convicto, nas ruas melancólicas d´alfama andou intacto enquanto a multidão enlouquecia em pleno pranto à voz de deus em português
nas ruas melancólicas d´alfama
o sol raiou ao som da voz de deus
é bento que por mil alto-falantes abençoa a multidão
em português
os telemóveis se congestionaram
e só se fala disso na tevê
o horário das novelas brasileiras deu lugar à voz de deus
em português
e as ruas melancólicas d´alfama ecoando a salvação
e a força religiosa dos humanos a vibrar nos animais
pois é que havia um cão
vagando por ali
como em todos os dias de semana, por ali
descrente dos humanos, criticava, silencioso, todo aquele ritual
e vago em pensamentos,
mirando a multidão
ciente da específica visão do seu lugar
de espécie filosófica distinta dos humanos, desdenhante, pôs-se a rir
(mas em respeito ao respeitoso trato entre as espécies resolveu silenciar)
desceu as escadinhas
juntou-se à multidão
até ganhou pedaços de presunto dos fiéis
silencioso e vago, prosseguiu, ateu convicto,
nas ruas melancólicas d´alfama andou intacto
enquanto a multidão enlouquecia em pleno pranto à voz de deus em português
A língua é outra, mas a mesma; há momentos de incomunicabilidade plena, outros de êxtase lusófono absurdado. Ontem tocamos informalmente com uns gajos no Tejo Bar, conhecemos mais de perto alguns fados. São objetos culturais estranhos, altamente ritualísticos, pomposos, belamente melancólicos.
Na mercearia do Manuel da Fonseca conhecemos a Dona Maria da Glória, essa simpática velhinha da foto.
Alguns sons e contatos iniciais com a paisagem dos sotaques lisboetas estão aqui para os que quiserem ouvir. Um beijo, e até breve.
ao diário polifônico, nota número um: nove horas não muito confortáveis no avião-subwoofer e, de ouvidos estufados, aterrissamos: cá chegamos um pedaço da trupe a Lisboa. sobrevividos às filas e às esperas e somos acolhidos numa casa de "malta", com gente espalhada e paredes belamente coloridas de rabiscos. gente bacana, sotaque musical, alegria familiar. breve mais rastros, possivelmente em formato multimídia. um beijo.
alô astronave polifônica, é com alegria e ainda algum não-acostumamento que anunciamos o que já não deve ser novidade a alguns: é que aprovamos um pedido de passagens no MinC e estamos de malas prontas pra dar um rolê no Velho Mundo! rumamos ao reecontro com Maopode, integrante transcontinental cujo atual paradeiro cosmicamente coincide com a cidade do festival que nos enviou a carta convite - Bologna. a primeira parada, porém, é Lisboa, terra ancestral da poesia dessa língua, onde por ora temos uma apresentação marcada no Crew Hassam no dia 11. a ser continuado… cambio breve.