| mini-euro-tour, caderno de notas, #2 |
| textos e escritos | |
A língua é outra, mas a mesma; há momentos de incomunicabilidade plena, outros de êxtase lusófono absurdado. Ontem tocamos informalmente com uns gajos no Tejo Bar, conhecemos mais de perto alguns fados. São objetos culturais estranhos, altamente ritualísticos, pomposos, belamente melancólicos.![]() Na mercearia do Manuel da Fonseca conhecemos a Dona Maria da Glória, essa simpática velhinha da foto. Alguns sons e contatos iniciais com a paisagem dos sotaques lisboetas estão aqui para os que quiserem ouvir. Um beijo, e até breve. |
|



Comments
o oceano atlântico,
só um pedaço é o que pedia, deixar migalhas pelo rastro, desdobrando a alma entre douradores, e o pedaço entre as mãos, a guardar a cabeça,
como por entre o frio de aquecer os dedos,
e evocava da lembrança uma presença tão fundamental entre os dois mundos,
(a língua movendo-se, inteira, percutia)
eram dois, o incógnito superum e seu parceiro aloprado, do sertão onde mergulha, perguntava,
e se o reconhecimento demorava, alongando o prazer,
era para fazer durar, como a música onde mergulha o dom, (os dois – mudos)
viu que além da velha, a velha começava, idêntica, inédita,
a dourar o prazer de misturar palavras, nunca era tarde crispar o som,
como a língua da velha crispava.
RSS feed for comments to this post.